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Exoplanets
Química em Exoplanetas/Chemistry in Exoplanets
A química de exoplanetas é fundamentada em 3 parâmetros que são a massa, o raio e o espectro do exoplaneta. A massa e o raio permitem inferências sobre o tipo de planeta que está sendo estudado a partir da densidade média, e com isso modela-se o interior do exoplaneta. O espectro permite analisar a química presente na atmosfera planetária e se ela condiz com modelos de estrutura interna.
Neste trabalho apresentarei uma discussão sobre a química como caracterizador do interior e da atmosfera do exoplaneta, baseando-me na massa, no raio e no espectro do exoplaneta. Abordaremos diferentes tipos de exoplanetas a partir de densidade média e discutiremos sobre o uso da equação de estado e relação massa-raio do exoplaneta para inferir sobre sua provável composição química. Comentaremos sobre os processos relevantes para a química da atmosfera planetária, que são o equilíbrio químico, a fotoquímica e a fluorescência, e que fornecem quais são as moléculas relevantes para a química na atmosfera do exoplaneta.
Por fim, abordaremos sobre a obtenção dos espectros dos exoplanetas, e dos problemas da comparação de espectros teóricos com observados, como a degenerescência de soluções que informam valores discrepantes de abundância de determinada espécie química e a condensação e formação de nuvens em exoplanetas.
Palavras-chaves: exoplanetas, química, interior, atmosfera, espectroscopia
Chemistry in Exoplanets [pt-br] (2016)
Small Bodies in the Solar System
Modelagem de Famílias de Asteroides Diferenciada
Família diferenciada de asteroides é uma família de asteroides que veio da quebra de um corpo parental que sofreu um processo de diferenciação. A existência de meteoritos metálicos (McCoy et al., 2006, e referências citadas), diversidade taxonômica em famílias de asteroides no Cinturão Principal (Mothe-Diniz et al., 2005; Roig et al.,2008), e espectros de asteroides compatíveis com acondritos diferenciados (Mothe-Diniz & Carvano, 2005) são indícios da existência de famílias diferenciadas. Contudo, até o momento não ocorreu uma confirmação real da existência de famílias diferenciadas no Cinturão Principal (Bottke et al., 2006; Weiss et al., 2013). Isto gera questionamento se os métodos de identificação de famílias são capazes de identificar famílias diferencias. Para testar esta hipótese, é necessário criar uma família sintética de asteroides para que seja possível averiguar os métodos de identificação. Este trabalho propõe-se a criar uma modelo simples, que gere uma família sintética diferenciada.
O modelo criado foi baseado no modelo analítico de Petit & Farinella (1993) e nos resultados numéricos de Jutzi et al. (2010). A dispersão das velocidades de ejeção do modelo ficam concentradas ao longo do valor médio, e não reproduz a dispersão dos resultados de Jutzi et al. (2010), decorrendo da suposição que a distribuição que descreve a dispersão das velocidades de ejeção com relação ao valor médio de ejeção é dada por uma distribuição Maxwelliana. Porém, o modelo garante uma relação entre a massa e a velocidade. Após obter uma família sintética diferenciada, evoluímos ela no tempo utilizando o integrador orbital SWIFT. Obtemos que a dispersão dos fragmentos provenientes do manto foi maior do que a dispersão dos fragmentos provenientes do núcleo.
Palavras-chaves: famílias de asteroides, colisão, diferenciação